22/07/2026
Ascom Sindifisco-RS
Diretoria do Sindifisco-RS prestigia debate com pré-candidatos ao Senado
Tradicional Tá na Mesa da Federasul reuniu postulantes às duas vagas destinadas ao Rio Grande do Sul no Senado Federal
Foto: Nathalia Santos
A Diretoria do Sindifisco-RS prestigiou, nesta quarta-feira (22), mais uma edição do Tá na Mesa, tradicional evento promovido pela Federasul. O encontro reuniu pré-candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul para a apresentação de propostas e o debate sobre o futuro do Estado.
Durante o evento, representantes do Sindifisco-RS acompanharam as manifestações dos participantes sobre os principais desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul, as prioridades para os próximos anos e a atuação da representação gaúcha no Congresso Nacional.
Participaram do debate os seguintes pré-candidatos: Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d’Ávila (PSOL), Marcel van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). Nas eleições de 2026, o eleitor gaúcho escolherá dois representantes para o Senado Federal. Cada senador eleito exercerá mandato de oito anos.
A presença da diretoria no encontro integra a atuação institucional do Sindifisco-RS de acompanhar os debates políticos e econômicos relacionados ao desenvolvimento do Estado e aos interesses da sociedade gaúcha. A entidade considera fundamental conhecer as propostas dos candidatos e contribuir para a discussão de temas que terão repercussão direta sobre o Rio Grande do Sul e o serviço público.
Veja o que disse cada candidato na sua manifestação inicial:
Ubiratan Sanderson : Apresentou sua trajetória, iniciada no Exército e seguida pela formação em Direito e pelo ingresso na Polícia Federal. Afirmou ter sido indicado por Bolsonaro, pelo PL e por lideranças da direita gaúcha para concorrer ao Senado. Declarou que pretende colocar sua energia, experiência e honradez a serviço da população do Rio Grande do Sul.
Germano Rigotto : Explicou que decidiu retornar à disputa eleitoral após receber muitos pedidos para voltar à vida pública. Afirmou que o Rio Grande do Sul perdeu protagonismo e espaços no Congresso, no Executivo e no Judiciário. Apresentou sua experiência como governador, deputado e dirigente de importantes comissões legislativas e defendeu a negociação da dívida, a criação do Fundo Constitucional do Sul e o acompanhamento da reforma tributária.
Marcel van Hattem : Contou que entrou na política aos 18 anos, motivado pelas dificuldades enfrentadas por sua família e por outros brasileiros. Destacou sua trajetória como vereador, deputado estadual e deputado federal, além de sua formação acadêmica. Criticou a elevada carga tributária e a falta de serviços públicos correspondentes aos impostos pagos. Defendeu o enfrentamento à censura, à perseguição política, aos abusos de autoridade e à insegurança jurídica.
Renato Jaguarão: Apresentou-se como gestor público, músico e representante da região da fronteira, natural de Jaguarão. Agradeceu aos demais pré-candidatos e à Federasul pelo apoio recebido para participar do debate. Afirmou que divergências fazem parte da política, mas ressaltou que nem tudo deve ser tratado apenas sob essa perspectiva.
Manuela d’Ávila : Apresentou sua formação como jornalista, mestre e doutoranda em políticas públicas, com estudos sobre tecnologia e internet. Recordou sua trajetória como vereadora, deputada e coordenadora da bancada gaúcha no Congresso Nacional. Defendeu que o Estado retome o protagonismo nos debates sobre emergência climática, tecnologia e relações internacionais. Propôs proibir propagandas de apostas e defendeu uma política baseada no diálogo e na superação da violência.
Paulo Pimenta: Afirmou que um senador precisa conhecer o RS, Brasília e os caminhos para resolver os problemas do Estado. Recordou sua atuação como ministro da Reconstrução após as enchentes e os auxílios concedidos a empresas e famílias. Destacou o refinanciamento de dívidas e relembrou obras realizadas a partir de uma pauta conjunta da bancada gaúcha. Defendeu uma agenda comum para prorrogar a suspensão da dívida, criar o Fundo Constitucional e recuperar a força política do Estado.
Frederico Antunes: Apresentou sua trajetória como engenheiro agrônomo, vereador, dirigente do Banrisul, deputado estadual e secretário de Estado. Destacou representar uma novidade na disputa ao Senado. Defendeu uma reforma administrativa voltada à retirada de privilégios e penduricalhos e à recuperação do equilíbrio fiscal. Também afirmou que pretende proteger o empreendedorismo, a propriedade privada e aqueles que produzem e geram oportunidades.
Milton Cardoso: Destacou seus 43 anos de jornalismo e os 15 anos em que acompanhou o Congresso Nacional. Disse ter entrado na disputa por considerar que o país atravessa um processo de degradação. Afirmou que seu objetivo político é ajudar a retirar a esquerda do poder e criticou as presidências da Câmara e do Senado. Propôs resgatar as atribuições constitucionais do Senado e defendeu o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal.





